Fazem 3 anos. Disseram que eu não podia. Porém eu sabia que mesmo não podendo eu tinha muito o que dizer.
Me disseram que eu não tinha talento. Mas já diz a frase: 1% é talento, 99% esforço. Decidi ser 99%.
Me disseram que eu fazia letras muito infantis (eu só tinha 15 anos!) e fui lapidando meu diamante e acrescentando um peso a mais nas letras, contrapondo entre o forte e o suave.
Me disseram que eu era de uma geração "modinha". A "modinha" acabou, e eu segui em frente.
Terminei minha banda. Tiraram meu chão, mas não minha essência. Meus amigos me apoiaram, me disseram para não desistir. E eu continuei, por amor.
Vi minha vida pessoal e a de quem eu amava virar de cabeça para baixo enquanto eu permanecia de mãos atadas. Pensei em largar tudo. Continuei.
Brinquei de fazer MPB, e voltei pro Rock. Menos Pop do que o que antes, na contramão das bandas que estão na mídia, e pelo bem da música nacional. Do Rock nacional. Transformei minhas músicas e poesias num contraste entre o puro e o sombrio.
Me disseram que eu nunca aprenderia a cantar, que nunca aprenderia a compor. Estou aqui.
Me disseram que eu não ia fazer sucesso. Faço música por amor, porque sei que é meu dever dar voz ao que eu sinto. E não pelo sucesso.
Sei que 2 ou 3 anos não são absolutamente nada, e não cheguei nem a 1% da minha meta dos 99%.
Bandas como Nx Zero permanecem sendo meu chão. Porém minha escolha foi voar, ir mais alto. Buscar influências mais antigas, construir uma base sólida que possa servir de exemplo para as novas gerações. Virar mito, lenda, imortalizar minhas palavras. Sem limites. E sem perder minha essência.
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